Caminho sem volta
Me vi andando numa estrada,
uma estrada simples, de terra,
dessas que se encontra nas pequenas cidades.
Era uma estrada bem estreita, cheia de subidas e descidas.
Havia cercas ao redor para proteger as propriedades,
e para que o gado não fugisse.
Era uma estrada bem longa,
lembro de ter andado bastante.
Conforme eu andava a paisagem mudava.
A cercas deram lugar as florestas
e mais para frente, campos a se perder de vista.
O cenário ficava mais belo e mais movimentado.
Podia se ver pessoas pelo caminho e ouvir a conversa delas.
Curiosamente eu não me cansava,
Quanto mais eu andava, mais vontade eu tinha de andar.
Eu queria muito chegar no fim da estrada,
mas não sabia o que eu ia encontrar.
De repente me dei conta de um detalhe:
eu era o único que caminhava nesse sentido.
Todos os outros voltavam e voltavam apressados.
Eles não olhavam pra mim,
andavam tão depressa como se não quisessem ver nada pelo caminho.
Eu poderia ter parado um deles, ter perguntado porque tanta pressa.
Mas eu não perguntei.
Eu não queria.
Eu queria ver com meus olhos,
Eu só queria acreditar no que meus olhos vissem.
Quando eu realmente achei que eu fosse ver,
quando o movimento de pessoas já era perturbador,
quando parecia que eu estava muito perto.
Tudo parou.
As pessoas sumiram,
ninguém mais andava,
o barulho parou,
um silencio enorme apareceu.
E o que foi mais estranho: eu parei de andar.
Senti um desespero enorme por isso.
Eu queria andar mas não podia,
Algo me segurava, me impedia.
Fiquei ali parado por muito tempo,
me sentia triste por estar assim.
Pensei muito se devia continuar ou voltar,
voltar e me sentir arrependido por isso.
Involuntariamente comecei a andar,
comecei a andar como se algo me empurrasse.
Eu não podia controlar como antes,
algo fazia com que minhas pernas tomassem esse rumo.
Meu sofrimento começava a aumentar a cada passo.
Comecei a suar.
Suava nervosamente,
um medo enorme começava aparecer.
Eu andava como um soldado num campo minado,
parecia que a qualquer momento eu poderia padecer ali,
caído na terra, num momento em que nem mesmo o sol brilhava mais.
Caminhei nervosamente durante muito tempo,
E foi então que errei...
errei o passo e cai.
Cai como se tivessem puxado meus pés.
Cai dolorosamente
Me machuquei.
O que antes era medo, nervoso,
Se transformou em dor.
Quando a lua já reinava,
eu fiquei ali, deitado.
Num lugar em que ninguém poderia me ajudar,
ninguém poderia ir me pegar e me medicar.
Minhas pernas que antes eram confiantes,
que caminharam tanto para chegar ali.
Agora eu nem ao menos as sentia.
O suor que antes corria do meu rosto tinha ficado vermelho.
E minhas lágrimas foram inevitáveis...
Chorei e gritei para que alguém aparecesse,
Mesmo eu sabendo que ninguém apareceria.
Chorei sozinho...
E minhas lágrimas levaram tudo o que eu tinha,
levaram minhas alegrias, minhas esperanças, minha vida...
...
É triste poder adivinhar o que havia no fim dessa estrada
Me vi andando numa estrada,
uma estrada simples, de terra,
dessas que se encontra nas pequenas cidades.
Era uma estrada bem estreita, cheia de subidas e descidas.
Havia cercas ao redor para proteger as propriedades,
e para que o gado não fugisse.
Era uma estrada bem longa,
lembro de ter andado bastante.
Conforme eu andava a paisagem mudava.
A cercas deram lugar as florestas
e mais para frente, campos a se perder de vista.
O cenário ficava mais belo e mais movimentado.
Podia se ver pessoas pelo caminho e ouvir a conversa delas.
Curiosamente eu não me cansava,
Quanto mais eu andava, mais vontade eu tinha de andar.
Eu queria muito chegar no fim da estrada,
mas não sabia o que eu ia encontrar.
De repente me dei conta de um detalhe:
eu era o único que caminhava nesse sentido.
Todos os outros voltavam e voltavam apressados.
Eles não olhavam pra mim,
andavam tão depressa como se não quisessem ver nada pelo caminho.
Eu poderia ter parado um deles, ter perguntado porque tanta pressa.
Mas eu não perguntei.
Eu não queria.
Eu queria ver com meus olhos,
Eu só queria acreditar no que meus olhos vissem.
Quando eu realmente achei que eu fosse ver,
quando o movimento de pessoas já era perturbador,
quando parecia que eu estava muito perto.
Tudo parou.
As pessoas sumiram,
ninguém mais andava,
o barulho parou,
um silencio enorme apareceu.
E o que foi mais estranho: eu parei de andar.
Senti um desespero enorme por isso.
Eu queria andar mas não podia,
Algo me segurava, me impedia.
Fiquei ali parado por muito tempo,
me sentia triste por estar assim.
Pensei muito se devia continuar ou voltar,
voltar e me sentir arrependido por isso.
Involuntariamente comecei a andar,
comecei a andar como se algo me empurrasse.
Eu não podia controlar como antes,
algo fazia com que minhas pernas tomassem esse rumo.
Meu sofrimento começava a aumentar a cada passo.
Comecei a suar.
Suava nervosamente,
um medo enorme começava aparecer.
Eu andava como um soldado num campo minado,
parecia que a qualquer momento eu poderia padecer ali,
caído na terra, num momento em que nem mesmo o sol brilhava mais.
Caminhei nervosamente durante muito tempo,
E foi então que errei...
errei o passo e cai.
Cai como se tivessem puxado meus pés.
Cai dolorosamente
Me machuquei.
O que antes era medo, nervoso,
Se transformou em dor.
Quando a lua já reinava,
eu fiquei ali, deitado.
Num lugar em que ninguém poderia me ajudar,
ninguém poderia ir me pegar e me medicar.
Minhas pernas que antes eram confiantes,
que caminharam tanto para chegar ali.
Agora eu nem ao menos as sentia.
O suor que antes corria do meu rosto tinha ficado vermelho.
E minhas lágrimas foram inevitáveis...
Chorei e gritei para que alguém aparecesse,
Mesmo eu sabendo que ninguém apareceria.
Chorei sozinho...
E minhas lágrimas levaram tudo o que eu tinha,
levaram minhas alegrias, minhas esperanças, minha vida...
...
É triste poder adivinhar o que havia no fim dessa estrada
